Capital Social e Reprodução de Disparidades Espaciais de Desenvolvimento - 2018/2023

Programas/Linhas de Pesquisa (Mestrados/Doutorados):
Gestão de Organizações e do Desenvolvimento/ Políticas Públicas e Gestão Social

Grupos/Linhas de pesquisa:
Grupo Interdisciplinar de Estudos em Gestão e Políticas Públicas, Desenvolvimento, Comunicação e Cidadania - GPDeC/ Gestão territorial e desenvolvimento regional

Programas/Linhas de Pesquisa (Mestrados/Doutorados):
Planejamento e Gestão/ Políticas Públicas, Planejamento Urbano e Gestão do Território

Duração: 01/08/2018 até 31/12/2023

Participantes:

Resumo:

O presente projeto se propõe a investigar a recente dinâmica populacional intermunicipal no estado do Rio Grande do Sul a partir de um enfoque relacional, segundo o qual o capital social individual pode atuar como the crucial meso link. Ou seja, é possível que o fenômeno do esvaziamento populacional em curso em um considerável número de municípios gaúchos seja viabilizado em grande parte pela ação do capital social individual dos migrantes. Além disso, na esteira de Faist (1997), este capital social pode servir para encontrar trabalho e moradia, bem como para a adaptação ao local de destino. Em decorrência disso, aquele capital social que viabiliza as emigrações pode representar um fator que atue indiretamente contra o desenvolvimento das regiões menos dinâmicas. Isto porque a saída de pessoas pode representar, entre outros aspectos, perda de capital humano, redução do mercado consumidor local, e ao mesmo tempo, concentração destes fatores em regiões já mais desenvolvidas. O que pode acarretar círculos virtuosos e viciosos de desenvolvimento, tal qual descrito por Myrdal (1968). Segundo tal autor, os territórios ganhadores concentram melhores serviços de comunicação e transporte, mais mão-de-obra qualificada, mais recursos, mais consumidores, melhores possibilidades de surgirem processos inovadores e de se manterem à frente das demais regiões, e assim sucessivamente. Daí que do ponto de vista da teoria do capital social, pode se ter um efeito ambivalente no que diz respeito ao desenvolvimento. O capital social individual pode, de um lado, propiciar a melhoria das condições de vida dos indivíduos que migram para regiões, que em tese, oferecem melhores oportunidades de trabalho, educação, laser, etc. Mas, de outro, no plano coletivo, o mesmo capital social pode servir para consolidar e reproduzir disparidades espaciais já existentes, sendo, assim, um fator propulsor do desenvolvimento nas regiões ganhadoras e um obstáculo nas regiões perdedoras.

Obs: Essas informações são de responsabilidade do coordenador do projeto.