Desenvolvimento Regional, Regiões Transfronteiriças e Periféricas: Cidades (Inter)Médias, Inovação, Cooperação, Integração, Bem-Viver e Controle Social no Planejamento e Gestão de Territórios - 01/2019 - 06/2023

Grupos/Linhas de pesquisa:
Grupo Interdisciplinar de Estudos em Gestão e Políticas Públicas, Desenvolvimento, Comunicação e Cidadania - GPDeC/ Gestão territorial e desenvolvimento regional

Programas/Linhas de Pesquisa (Mestrados/Doutorados):
Planejamento e Gestão/ Políticas Públicas, Planejamento Urbano e Gestão do Território

Duração: 01/01/2019 até 30/06/2023

Participantes:

Resumo:

A concepção do projeto considera a trajetória recente dos projetos de pesquisa no âmbito do GPDeC, vinculado à Linha de Pesquisa Políticas Públicas, Planejamento Urbano e Gestão do Território do PPGDR, dissertações e teses em andamento e concluídas, e a necessidade de aprofundamento teórico-empírico a partir de novos estudos. O Projeto é aderente à área de concentração de Planejamento e Gestão do PPGDR e está em alinhamento com o objetivo 1 do Plano de Desenvolvimento Institucional do PPGDR/UNIJUÍ: Posicionar o PPGDR na área de Planejamento Urbano e Regional como referência na produção e transferência de conhecimento em planejamento, desenvolvimento e integração regional de territórios periféricos e transfronteiriços. Assim, ao focar no desenvolvimento regional, regiões transfronteiriças e territórios periféricos, possibilita avançar na construção do conhecimento teórico sobre o desenvolvimento regional e territorial e sobre regiões de fronteira, em especial as de caráter periférico, como são em grande parte as regiões do Brasil ao longo das fronteiras com os países sul-americanos. O tema tem sido objeto de estudo nas últimas décadas, dado os processos e mecanismos de integração, seja na Europa ou na América do Sul. A região de fronteira é cenário de interações econômicas, socioculturais e políticas, o que a torna local privilegiado para a promoção de políticas públicas de desenvolvimento, cooperação e integração. Trata-se de um objeto de elevada complexidade, cuja tematização ultrapassa os ?territórios? de disciplinas específicas, situando-se em fronteiras interdisciplinares de áreas de conhecimento das ciências humanas, sociais e exatas. A centralidade do tema em regiões periféricas, como é o caso da região oeste e noroeste do Rio Grande do Sul, acentua-se pela necessidade de compreender e explicar as dinâmicas de relações que se estabelecem nestas regiões, muitas vezes dissociadas da ação do Estado, em especial das esferas regional e nacional. Pensar na fronteira implica refletir sobre um espaço geográfico, um espaço que marca a divisão política entre estados diferentes, mas que também constitui uma matriz cultural, econômica, histórica e social. Assim, é de suma importância refletir sobre a elaboração e a gestão de políticas públicas alinhadas aos desafios típicos desses territórios. Neste sentido, estudar o papel da cidade média ou intermediária em regiões periféricas e fronteiriças é fundamental. Agrega-se a isso também o conceito de cidades inteligentes, que denota que a qualidade de vida nessas cidades melhora significativamente. A partir dos novos conceitos que surgem com o tema cidades inteligentes, as cidades estão definidas para se tornarem cada vez mais eficientes com novos e melhores serviços disponibilizados à comunidade. No entanto, para atingir essas metas, existe um conjunto significativo de desafios a serem enfrentados e solucionados. O conceito de cidades inteligentes ainda é muito novo e, apesar de muitas reflexões acerca do assunto, existem poucos projetos implementados e finalizados. Neste sentido, é preciso compreender que o conceito em si ainda não está claro nem completo. Embora os grandes tópicos estejam bem definidos, as aplicações e implicações ainda são incertas. É preciso, portanto, questionar para quem serão as cidades inteligentes e sustentáveis, assumindo-se uma visão crítica para que os avanços trazidos pela tecnologia não atendam apenas segmentos já privilegiados da sociedade, transferindo o ônus dos custos para os orçamentos públicos, o que pode ocasionar a diminuição dos recursos voltados às políticas sociais de base. Com base nesse contexto, torna-se necessário, que a política pública inclua a participação social e a descentralização como elementos centrais na sua gestão, reforçando as relações entre estado e sociedade.

Obs: Essas informações são de responsabilidade do coordenador do projeto.