Programa de Pós-Graduação em Atenção Integral à Saúde

Mestrado

Teses e Dissertações


Ano:

Dissertações

  • Acompanhamento Farmacoterapêutico de Pacientes em Uso de Varfarina na Atenção Primária

    Acompanhamento Farmacoterapêutico de Pacientes em Uso de Varfarina na Atenção Primária

    Resumo:

    Introdução: A varfarina é o anticoagulante oral mais prescrito na atenção primária saúde, pela eficácia comprovada e pelo baixo custo. Contudo, È um medicamento potencialmente perigoso devido a janela terapÍutica estreita e grande variabilidade de resposta, tornando-a um dos produtos mais relacionados com reaÁies adversas e admissies hospitalares preveníveis, e cerca de 50% destas ocorrem devido ‡ sangramentos. Diante das particularidades da varfarina, destaca-se a import‚ncia do monitoramento da terapia, que È realizado por meio do TTR (Tempo de permanÍncia na faixa terapÍutica) e evidencia-se a necessidade de cuidado a estes pacientes. Neste contexto, o acompanhamento realizado pelo farmacÍutico pode contribuir para melhorar a qualidade do tratamento com varfarina. Objetivo: Avaliar o impacto do acompanhamento farmacoterapÍutico sobre o sangramento e o TTR, assim como, os eventos trombÛticos e de outros eventos adversos; internaÁies hospitalares, interaÁies medicamentosas e n?mero mÈdio de medicamentos usados em pacientes que fazem uso de varfarina no Sistema P?blico de Sa?de. Metodologia: Trata-se de um ensaio clÌnico em que os indivÌduos foram randomizados em grupo controle (GC) e intervenÁ„o (GI), e receberam visitas domiciliares durante 8 meses. O grupo intervenÁ„o recebeu o acompanhamento farmacoterapÍutico. Foi elaborado um plano de cuidado, com participaÁ„o do paciente, e realizadas as intervenÁies farmacÍuticas durante os meses de acompanhamento, de acordo com as necessidades dos pacientes, seguindo as recomendaÁies do MinistÈrio da Sa?de para Cuidado FarmacÍutico na AtenÁ„o B·sica. O GC recebeu as visitas para realizaÁ„o da entrevista mensal. As vari·veis desfechos foram avaliadas antes e apÛs o perÌodo em ambos os grupos. O desfecho prim·rio foi o sangramento e o tempo de permanÍncia na faixa terapÍutica de INR (TTR) e os secund·rios foram os eventos trombÛticos e eventos adversos gerais; internaÁies hospitalares, interaÁies medicamentosas e n?mero mÈdio de medicamentos. Resultados: 38 indivÌduos (21 no GI e 17 no GC) concluÌram a pesquisa. Foi verificado menor n?mero de casos de sangramento no GI, contudo sem associaÁ„o com acompanhamento farmacoterapÍutico (p = 0,389). No total do perÌodo de estudo observou-se que 8 (53,3%) dos pacientes do GC e 7 (46,7%) no grupo GI apresentaram pelo menos 1 episÛdio de sangramento. O acompanhamento farmacoterapÍutico diminuiu eventos trombÛticos (GI: 3 casos e GC: 7 casos). N„o foi verificada associaÁ„o entre o acompanhamento farmacoterapÍutico e o TTR, assim como ter apresentado trombose e hospitalizaÁies. Outro dado observado no estudo foi que o GI apresentou maior frequÍncia na faixa terapÍutica para o INR capilar, mas n„o no INR laboratorial, ambos sem signific‚ncia estatÌstica. Detectou-se diferenÁa significativa para todos os eventos adversos pesquisados, sendo estes menos frequentes no GI ao final da intervenÁ„o. Foram realizadas uma mÈdia de 9,4 ± 1,36 intervenÁies por paciente. Entre aqueles pacientes que apresentaram sangramentos a mÈdia de intervenÁies foi de 9,8 ± 1,21 e no grupo que n„o sangrou a mÈdia foi 9,2 ± 1,42 (p = 0,321). O n?mero mÈdio de medicamentos entre os indivÌduos no inÌcio do estudo foi 7,41 ± 3,14 no GC e 9,41 ± 3,79 ao final (p = 0,004); e no GI o n?mero mÈdio foi de 8,00 ± 3,16, j· ao final do estudo foi de 8,33 ± 3,02, (p = 0,540). No inÌcio do estudo os indivÌduos do GC apresentaram 8,88 ± 5,9 interaÁies medicamentosas e 10,47 ± 6,87 ao final; no GI o valor foi 9,40 ± 5,93 no GI e no final de 9,05 ± 6,37 no GI, houve aumento significativo na ocorrÍncia de interaÁies em potencial no CG (p = 0,002), mas pouca alteraÁ„o no GI (p = 0,340). Verificou-se que o n?mero de interaÁies medicamentosas que aumenta o risco de sangramento apresentou diferenÁa significativa entre os grupos (p = 0,044), bem como as interaÁies que aumentam o risco de trombose (0 = 0,05). Ambas foram mais frequentes no GC. Conclusões: embora n„o tenha sido observado relaÁ„o estatÌstica significativa para os desfechos primários deste estudo, foi possÌvel verificar que o acompanhamento farmacoterapÍutico se mostrou efetivo na redução de eventos adversos e de interaÁies medicamentosas, o que pode contribuir para o uso racional de medicamentos e resultar em menores custos de cuidados aos pacientes anticoagulados.

    Participantes:
    • Aline Schneider (Orientando)
    • Christiane de Fatima Colet (Co-orientador)
    • Eliane Roseli Winkelmann (Orientador)
  • Adesão a Terapia Antirretroviral e Qualidade de Vida de Pessoas Que Vivem Com Hiv

    Adesão a Terapia Antirretroviral e Qualidade de Vida de Pessoas Que Vivem Com Hiv

    Resumo:

    O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um retrovírus da subfamília Lentiviridae, que tem por característica, um período longo de incubação bem como uma supressão do sistema imunológico e uma infecção a nível sistêmico, principalmente devido ao tropismo por células do sistema imune. A Terapia Antirretroviral beneficia as pessoas vivendo com HIV (PVHIV), mas seus efeitos colaterais, assim como fatores ambientais, estruturais, pessoais e sociais, influenciam a adesão e a qualidade de vida destes pacientes. Segundo, a Organização Mundial de Saúde, a Qualidade de Vida pode ser definida como “a percepção de um indivíduo de sua posição na vida, no contexto da cultura, sistemas e valores em que vive e em relação aos seus objetivos, expectativas, padrões e preocupações”. Neste sentido, o objetivo deste estudo foi avaliar a relação entre a qualidade de vida e adesão ao tratamento em PVHIV. Trata-se de um estudo transversal, do tipo descritivo, com abordagem quantitativa, desenvolvido com indivíduos atendidos em um Serviço de Atenção Especializada em DST/AIDS. Participaram do estudo 243 PVHIV. Os dados clínicos e sociodemográficos foram obtidos a partir de levantamento realizado nos prontuários do serviço. Para coleta de dados referentes a qualidade de vida, foi realizada entrevista individual, utilizando o instrumento Targeted Quality of Life (HAT-QoL) e para avaliação da adesão ao tratamento foi utilizado o Cuestionario para la Evaluación de la Adhesión al Tratamiento Antiretroviral. A análise dos dados foi realizada em software estatístico , para variáveis dicotômicas foi utilizado o Teste t de Student (p = 5%) e o Teste Análise de Variância one-way (ANOVA) para variáveis ordinais e nominais. A idade média dos participantes foi de 41,2 (± 12,7 anos), destes 127 (52,3%) eram do sexo feminino. Sobre as características clínicas, predominaram indivíduos que participam do programa a = 5 anos (57,2%), que faziam uso regular da TARV (99,8%) nas últimas quatro semanas de 6 tratamento, que faziam uso irregular ou interrompido da TARV (87,2%) durante todo o período de tratamento e que apresentaram linfócitos TCD4+ =350 células/mm³ (99,2%) e carga viral < 40 cópias/ml (50,2%). Em relação à qualidade de vida, dos nove domínios avaliados pelo instrumento HAT-QoL, apenas o domínio “Aceitação do HIV” apresentou média de escore com valor superior a 75 pontos. O menor escore médio (33,3 pontos) foi observado no domínio 7 – “Preocupações com o sigilo”. De acordo com a distribuição das PVHIV, segundo a classificação de adesão ao tratamento do CEAT-VIH, observou-se que do total de participantes deste estudo 97,9% (238) indivíduos tinham adesão insuficiente e 1,2% (3) não aderiram ao tratamento. Neste estudo, PVHIV com início de tratamento mais recente apresentavam níveis de adesão à TARV mais adequados. Quanto à qualidade de vida, aqueles indivíduos com baixa adesão apresentaram comprometimento quase que na totalidade dos domínios avaliados. Além disto, a QV mostrou-se um aspecto multifatorial e evidenciou que as PVHIV enfrentam desafios para mantê-la, devido ao estigma à infecção pelo HIV que ainda é presente na sociedade, dificuldade de enfrentamento e apoio e manutenção adequada da situação clínica e do uso da TARV.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Luciana Maciél Dutra (Orientando)
    • Paulo Ricardo Moreira (Orientador)
  • Analise da Repercussão do Uso de Medicamentos Sobre a Função Muscular em Idosos Residentes na Comunidade

    Analise da Repercussão do Uso de Medicamentos Sobre a Função Muscular em Idosos Residentes na Comunidade

    Resumo:

    Considerando que a utilização de medicamentos é uma condição frequente entre idosos e que alterações na composição corporal e no metabolismo ocorrem durante o envelhecimento, muitos fármacos podem desencadear a repercussões no organismo, principalmente sobre o sistema muscular. Logo, objetivou-se analisar os medicamentos utilizados por idosos residentes na comunidade e as suas repercussões sobre a função muscular. Para tanto, procedeu-se à realização de um estudo transversal, analítico e probabilístico, vinculado à pesquisa “Atenção Integral à Saúde do Idoso”, aprovada pelo n° 2.653.484/CAAE: 84430917.6.0000.5350. Participaram 196 idosos; com idade =60 anos; de ambos os sexos; com condições físicas de manter-se na posição de bipedestação; adstritos às Estratégias de Saúde da Família da região urbana do município de Ijuí-RS, Brasil. A coleta de dados foi realizada por entrevista elaborada pelos pesquisadores abordando o perfil sociodemográfico, condições gerais de saúde e o uso de medicamentos; e por exame físico, para avaliação dos critérios de sarcopenia. A força de preensão manual (FPM) foi avaliada pela dinamômetria; a massa muscular esquelética apendicular (MMEA), por bioimpedância elétrica; e a velocidade da marcha (VM), por teste de caminhada de 6m. Utilizou-se os pontos de corte estabelecidos pelo Consenso Europeu de Sarcopenia (EWGSOP2-2019) para a classificação dos critérios. A análise dos dados foi realizada pelo Software SPSS, versão 22.0. Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e analítica, com confiabilidade de 95% em todos os testes. Deste modo, observou-se que a frequência total dos medicamentos mais utilizados pela população do estudo foi de 31,1% para os inibidores da enzima conversora de angiotensina – IECAs; 24,5% para as estatinas e 19,9% para os bloqueadores dos receptores de angiotensina – BRA. A análise da regressão linear mostrou que houve diminuição da FPM nos usuários de sulfoniluréias; já com o uso de IECA houve aumento da FPM. A MMEA apresentou-se aumentada nos usuários de biguanidas. Os resultados foram significativos para idosos longevos (com idade = 80 anos). Os resultados permitem concluir que existem medicamentos que interferem nos critérios de sarcopenia, podendo repercutir sobre a capacidade física funcional de idosos com idade avançada. Pesquisas futuras que permitam acompanhar o idoso a partir da introdução do uso de medicamentos podem corroborar para uma melhor compreensão dos seus efeitos sobre a função muscular.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Evelise Moraes Berlezi (Orientador)
    • Thailene Martins Siochetta (Orientando)
  • Avaliação dos Atributos da Atenção Primária na Perspectiva dos Trabalhadores de Uma Região de Saúde

    Avaliação dos Atributos da Atenção Primária na Perspectiva dos Trabalhadores de Uma Região de Saúde

    Resumo:

    Os atributos da Atenção Primária à Saúde são reconhecidos como eixos estruturantes e estão associados à qualidade dos serviços. O objetivo é avaliar os atributos da Atenção Primária à Saúde de uma região de saúde e relacioná-los de acordo com as características sociodemográficas e de gestão. Trata-se de um estudo transversal, de caráter quantitativo e natureza analítica, realizado com profissionais adscritos de uma região de saúde que abrange 20 municípios, por meio de entrevistas utilizando o instrumento Primary Care Assessment Tool. A seleção dos sujeitos foi por amostragem de conveniência, no período de junho a julho de 2019, durante processo de planificação. A análise foi descritiva e inferencial. Nos resultados obteve-se um escore geral satisfatório (6,82+1,21). Os atributos que apresentaram escores satisfatórios foram a integralidade serviços disponíveis (8,02±1,59), integralidade serviços prestados (7,22±2,08), orientação familiar (7,58±2,17), comunitária (7,50±1,87), e longitudinalidade (6,85±1,59). E escores insatisfatórios acessibilidade (5,14+1,72) e coordenação sistema de informação (6,37+2,34). Comparando os atributos em relação às variáveis sociodemográficas e de gestão, foram significativamente mais elevados para sexo feminino, escolaridade nível superior e, ademais, ser gestor de unidade mostrou-se representativa sobre o atributo sistema de informação (p=0,008), onde o escore médio entre os profissionais gestores (7,17±2,20) foi significativamente maior, quando comparado aos casos não gestores (6,31±2,34). Os achados demonstram que os atributos integralidade e orientação familiar apresentaram escores maiores quando respondidos pelos profissionais do sexo feminino e o atributo sistema de informações foi mais elevado na perspectiva dos profissionais com níveis de mestrado e doutorado. A análise dos dados foi realizada no programa Epi-Info com dupla digitação independente. Após a verificação de erros e inconsistências, a análise dos dados foi realizada no programa Softhware Statistical Package for Social Science Versão 21.0. A pesquisa foi aprovada no Comitê de Ética em Pesquisa sob Parecer Consubstanciado nº 2.758.802 de 06/07/2018, respeitando as prerrogativas da Resolução 466/2012 do Conselho Nacional de Saúde.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Adriane Cristina Bernat Kolankiewicz (Orientador)
    • Josiane Kristy Tonetto (Orientando)
  • Cobertura Vacinal em Estudantes Matriculados no Ensino Médio: Identificação dos Motivos de Vacinarem-Se Ou Não Contra o Vírus do Hpv

    Cobertura Vacinal em Estudantes Matriculados no Ensino Médio: Identificação dos Motivos de Vacinarem-Se Ou Não Contra o Vírus do Hpv

    Resumo:

    OBJETIVO: Conhecer e descrever as características sócio econômicas, epidemiológicas e comportamentais dos estudantes, matriculados no ensino médio, em idade de aplicação da vacina HPV, além do conhecimento sobre o HPV e a vacina HPV, quais os motivos que os levaram a decidir sobre vacinarem-se ou não. MÉTODO: Estudo prospectivo, transversal e descritivo, realizado em 324 estudantes do ensino médio de escolas, públicas e privadas de um município do estado do Rio Grande do Sul, no ano de 2019. A amostra foi calculada pelo software estatístico Epi Info 7, composta por 56,89 % de estudantes do sexo feminino e 43,2 % do masculino. O estudo foi realizado através de questionários semiestruturados, com questões objetivas de múltipla escolha. RESULTADOS: A média de idade dos estudantes foi de 16,52 anos; 42% cursam a primeira série do ensino médio e 68,5% estudam de manhã; 54,9% afirmaram ter participado de ações educativas sobre HPV e IST na escola. Ambos apontaram a relação sexual como principal forma de transmissão do HPV (90,7%). Responderam que o HPV é perigoso (87,4%) e indicaram a vacinação (82,1) e uso de preservativo (68,5%) como formas de preveni-lo. O conhecimento sobre HPV e vacinação é mais evidente nas meninas e entre elas a sexarca ocorreu entre 14 e 15 anos (32,1%). E, 72,3 % das meninas responderam acreditar na eficácia da vacina, 85,9% vacinaram-se contra o HPV e 65,7% fizeram o esquema vacinal completo. Já nos meninos, a sexarca ocorreu entre 16 e 17 anos (25,7%) e 59,3% responderam que acreditam na vacina e 92,9% acham importante vacinar-se, mas apenas 52,2% ouviram falar em vacina HPV para meninos e apenas 28,6 responderam terem feito a vacina, destes apenas 11,4% completaram o esquema vacinal (77,9% não responderam ou responderam não saber se completaram o esquema). Quanto à vacina influenciar a iniciação sexual, 54% negaram e 29% não responderam, efeitos colaterais foram relatados por 7% das meninas e nenhum dos meninos.Sobre os motivos apontados para decidir não vacinar-se, entre os meninos foi o esquecimento e que não sabiam da vacinação. Já entre as meninas foi a influência de profissionais de saúde que não acreditam na vacinação,receio que a vacina possa fazer algum mal à saúde e contraindicações de profissionais e meios de comunicação. Entre os que fizeram a vacina HPV a decisão foi principalmente da mãe (21,4% meninos e 52,2% meninas) seguida dos demais familiares ou responsáveis (19,3% meninos e 30,4% meninas) com influência de profissionais de saúde e da mídia. CONCLUSÃO: Embora os estudantes entrevistados relataram já terem ouvido falar em HPV e vacina HPV, demonstram ter pouco conhecimento sobre a transmissão da doença e muitas dúvidas em relação à vacinação; os motivos para vacinar ou não, são os mesmos já encontrados em países desenvolvidos. A principal fonte de informações é a escola e períodos de altas taxas de coberturas vacinais estão ligadas a ela; pais ou responsáveis tomaram a decisão na maioria dos casos, principalmente a mãe. Uma abordagem com orientações sobre sexualidade, HPV, vacinas, prevenção de ISTs e de cânceres permitirá criar estratégias e ações educativas que integrem escola, equipes de saúde, meios de comunicação e outras mídias, para levar conhecimento a jovens e pais, fortalecendo a prevenção de doenças.

    Participantes:
    • Janice de Fatima Pavam Zanella (Orientador)
    • Marli Kronbauer (Orientando)
  • Efeito da Participação de Idosos em Um Programa de Uso de Tecnologias Digitais e Prática de Caminhada na Cognição e em Variáveis de Saúde

    Efeito da Participação de Idosos em Um Programa de Uso de Tecnologias Digitais e Prática de Caminhada na Cognição e em Variáveis de Saúde

    Resumo:

    O objetivo deste estudo foi estimar o efeito de um grupo de uso de tecnologias digitais e caminhada na função cognitiva e em variáveis de saúde de idosos. Pesquisa de intervenção com 29 idosos de ambos os sexos. A intervenção consistiu em um Programa de uso de tecnologias digitais e prática de caminhada. Os encontros foram semanais (total de 16 encontros) de 90 minutos, sendo primeiramente realizado o uso de tecnologias digitais (60 minutos), seguido de 30 minutos de caminhada. A função cognitiva foi medida pelo Mini Exame de Estado Mental. Também foram coletadas, por meio de questionário, informações quanto a sexo, idade, estado civil, escolaridade, diagnóstico de doenças, problemas de visão e uso de medicação, tabaco e álcool, além do índice de Massa Corporal e da aptidão cardiorrespiratória. Os instrumentos foram aplicados antes e após o programa. Os dados foram analisados por Teste t de Student pareado (p= 5%). A percepção dos pacientes em relação ao programa foi interpretada por análise de conteúdo. Evidenciou-se que o programa melhorou a aptidão cardiorrespiratória (pré-teste = 519,14 metros; pós-teste = 583,86 metros; p = 0,005) e a função cognitiva (pré-teste = 25,90 pontos; pós-teste = 26,21 pontos; p > 0,001) dos participantes, além de influenciar no cessamento do uso de tabaco (20,7%). Os idosos relataram que a participação no programa proporcionou aquisição de conhecimentos sobre o uso de computadores/internet, aumento da socialização, realização pessoal, melhora da aptidão física, da circulação sanguínea e dos padrões de sono, aumento do bem-estar e da disposição para as atividades diárias, diminuição das dores corporais, prevenção de doenças, melhora mental, da saúde e da qualidade de vida. Estes resultados mostram a importância destes programas, evidenciando que estas ações podem/devem serem inseridas em locais de atenção à saúde.

    Participantes:
    • Leonardo Henrique da Silva (Orientando)
    • Rodrigo de Rosso Krug (Orientador)
  • Estudo da Planta Morus Alba e Seus Efeitos Sobre Marcadores Bioquímicos, Hematológicos e no Comportamento em Modelo Animal de Menopausa

    Estudo da Planta Morus Alba e Seus Efeitos Sobre Marcadores Bioquímicos, Hematológicos e no Comportamento em Modelo Animal de Menopausa

    Resumo:

    A menopausa é um evento fisiológico decorrente da perda de atividade folicular que culminará com a cessação da produção de estrogênio pelos ovários, este hormônio está amplamente envolvido na manutenção de processos fisiológicos, especialmente cardiometabólicos; o que aumenta o risco de de processos patológicos. Neste contexto, a busca por tratamentos alternativos como a fitoterapia, vem ganhando espaço, devido ao seu potencial terapêutico, baixo custo e pouca ocorrência de efeitos adversos. Destaca-se a Morus alba popularmente conhecida como Amora Branca é uma planta bastante utilizada na medicina tradicional para o tratamento de sintomas associados à menopausa. No entanto, ainda há lacunas na literatura científica que relacionem o potencial terapêutico da planta em modelo animal de menopausa. Para tanto, o objetivo principal foi foi identificar características fitoquímicas e de atividade antioxidante in vitro da infusão de M. Alba, avaliar em ratas ovariectomizadas se o consumo da infusão de M. Alba induz alterações bioquímicas, hematológicas, antioxidantes e comportamentais. E como objetivos específicos: realizar revisão integrativa de literatura a fim de realizar um levantamento científico sobre plantas medicinais que vem sendo estudadas para o tratamento de distúrbios associados à menopausa; e avaliar os efeitos da administração crônica da infusão em marcadores biométricos, bioquímicos, toxicológicos, antioxidante e comportamentais em ratas ovariectomizadas. Para estabelecer os efeitos da Morus Alba foi proposto um estudo experimental, utilizando ratas Wistar; que foram, inicialmente avaliadas, quanto ao perfil biométrico, glicêmico e randomizadas em dois grupos; ovariectomizadas (OVX, n = 16) e falsa cirurgia (SHAM, n = 17). Os animais foram acompanhados durante o período cirúrgico e pós-cirúrgico quanto a presença de dor e/ou sinais de estresse, cicatrização da ferida e alterações comportamentais, durante um período de 30 dias. Transcorridos 12 semanas de pós-operatório os animais foram randomizados em outros quatro grupos: Controle (n=7), M. alba (n=10), OVX (n=9) e OVX + M. alba (n=7), sendo que os animais dos grupos M. alba e OVX+ M. alba passaram a receber a infusão das folhas de Morus alba como fonte hídrica exclusiva durante 12 semanas. Na 12ª semana de tratamento experimental os animais foram avaliados quanto ao seu perfil comportamental de ansiedade, depressão e memória de curto prazo. Os animais foram eutanasiados 48 horas após a última oferta de infusão de Morus alba para coleta de material biológico para as dosagens bioquímicas e toxicológicas. Para avaliação da morfometria tecidual foram coletados fígado, baço, rins, tecido adiposo, músculo gastrocnêmio, sóleo e útero. Evidenciou-se que diversas plantas desempenham potencial terapêutico para uma série de distúrbios associados à menopausa, destaca-se ainda, que os estudos relatam principalmente o uso de extratos destas plantas. Demonstramos que o protocolo cirúrgico, anestésico e analgésico mostrou-se eficiente e garantiu a ausência de dor e estresse durante o período de pós operatório, além de apresentar baixa letalidade e rápida cicatrização da ferida. Demonstramos ainda, que a infusão das folhas de Morus alba possui potencial antioxidante in vitro e, apresenta-se segura para uso uma vez que não demonstra sinais relevantes de toxicidade durante a administração crônica. Além disso, a administração da infusão de Morus alba, na concentração de 0,75g/100mL durante 12 12 semanas de tratamento não é capaz de reverter o ganho de peso induzido pela privação de estrogênio. Quanto à morfometria tecidual foi evidenciada redução de peso hepático, renal, pancreático e muscular nos animais OVX em relação ao grupo controle; o que sugere que baixos níveis circulantes de estrogênio interferem na manutenção do peso dos órgãos. Outro aspecto a ser destacado dos resultados é que os animais OVX, a partir da avaliação comportamental no teste de campo aberto, parecem apresentar maior nível de ansiedade em relação ao Controle, o que não se observa nos animais OVX + M. alba. Neste contexto, a fitoterapia vem sendo amplamente estudada devido ao seu potencial terapêutico, baixo custo e poucos efeitos adversos. Evidenciou-se que mesmo com uma vasta gama de estudos demonstrando a efetividade de Morus alba em marcadores de peso corporal e bioquímicos, neste estudo não evidenciamos tais alterações na condição de ausência de estrogênio circulante, ao passo que do ponto de vista comportamental a planta parece desempenhar efeito ansiolítico. Neste sentido, mais estudos são necessários a fim de avaliar diferentes formas de extração da planta bem como outras concentrações, formas de administração e condições fisiológicas, de modo a determinar possíveis efeitos terapêuticos da planta.

    Participantes:
    • Brenda da Silva (Orientando)
    • Evelise Moraes Berlezi (Orientador)
    • Thiago Gomes Heck (Co-orientador)
  • Gestantes Com Achado Ecográfico de Sludge: Concentração Plasmática de Ehsp70, Parâmetros Hematológicos, Perfil Redox e Suas Correlações

    Gestantes Com Achado Ecográfico de Sludge: Concentração Plasmática de Ehsp70, Parâmetros Hematológicos, Perfil Redox e Suas Correlações

    Resumo:

    Introdução: o sludge é um achado ecográfico observado no liquido amniótico, que tem sido associado à inflamação ou infecção intra-amniótica. A proteína de choque térmico de 70 kD extracelular (eHSP70) é considerada molécula marcadora de risco ou dano celular, que possui ações pró-inflamatórias e imunológicas. Foi verificado aumento da expressão de eHSP70 na presença de inflamação, estresse oxidativo ou injúrias vasculares. Objetivo: verificar a concentração plasmática das eHSP70, os parâmetros hematológicos, perfil redox e suas correlações em gestantes com sludge no segundo trimestre da gestação, por serem potenciais biomarcadores associados a desequilíbrio imunoinflamatório e que podem estar presentes nos desfechos gestacionais adversos. Metodologia: estudo transversal, prospectivo, observacional e analítico, realizado de maio a novembro de 2019, com gestantes da Secretaria Municipal de Saúde e de uma clínica de ultrassonografia (US) do município de Ijuí. Os critérios de inclusão foram: ser assintomáticas, possuir gestação única e espontânea e estar entre 15 semanas e 26 semanas e 6 dias de evolução. Os critérios de exclusão foram: possuir doença imunológica ou infectocontagiosa ativa, ter realizado fertilização assistida, estar em uso de medicamento, apresentar sangramento ativo ou contrações uterinas no dia do exame. Sessenta (60) gestantes foram analisadas e divididas em dois grupos, conforme a ausência (n = 49) ou presença (n = 11) de sludge. Todas participantes assinaram o termo de consentimento de modo espontâneo, responderam um questionário sobre o seu histórico obstétrico, social e hábitos de vida, coletaram urina e amostras sanguíneas para hemograma e análises das concentrações plasmáticas da eHSP70, das atividades das enzimas antioxidades catalase (CAT) e superoxidodesmutase (SOD) e nível de malondialdeido. Realizaram US obstétrica e transvaginal para a avaliação da morfologia fetal e para a medida do colo uterino e pesquisa de sludge. Resultados: gestantes com sludge apresentaram níveis menores de eHSP70 no plasma, menor atividade da SOD, da razão SOD/CAT, maiores níveis circulantes de monócitos, de linfócitos e menor razão neutrófilos/linfócitos. Conclusão: gestantes com sludge apresentam baixa concentração plasmática de eHSP70 sugerindo a ocorrência de mecanismos de imunotolerância. Além disso, apresentam menor resposta de defesa antioxidante, sugerindo um potencial desequilíbrio redox, e alterações leucométricas indicativas de uma resposta inflamatória subaguda incipiente que pode estar relacionada com a ocorrência de sludge.

    Participantes:
    • Clarissa Chavez Ortiz Roberto (Orientando)
    • Mirna Stela Ludwig (Orientador)
  • Hemograma no Monitoramento da Doença Cardiovascular Aterosclerótica: Razão Monócitolinfócito Como Biomarcador de Severidade

    Hemograma no Monitoramento da Doença Cardiovascular Aterosclerótica: Razão Monócitolinfócito Como Biomarcador de Severidade

    Resumo:

    A doença aterosclerótica carotídea (DAca) é responsável pela maioria dos óbitos no mundo sendo de grande preocupação para saúde pública. O acompanhamento clínico e laboratorial da DAca é uma ferramenta necessária para a prevenção de eventos cardiovasculares subsequentes. Alterações nas contagens de leucócitos estão associadas no desenvolvimento e manutenção da placa aterosclerótica uma vez que que o processo inflamatório e de estresse oxidativo são cruciais nestas etapas. O hemograma é um exame laboratorial de baixo custo e facilmente reproduzível, o qual pode ser utilizado como parâmetro de avaliação na doença aterosclerótica (DA). O objetivo deste estudo foi avaliar se o perfil hematológico e plasmático está associado a severidade da aterosclerose. Foram avaliados 32 homens divididos de acordo com o grau de aterosclerose da artéria carótida interna: leve (DAca-Dis), correspondendo os indivíduos com aterosclerose discreta e, doença significativa (DAca-Mod-Sev), correspondendo os indivíduos com aterosclerose moderada a severa. Os indivíduos do grupo DAca-Mod-Sev apresentaram maior contagem absoluta de monócitos e eosinófilos, e apresentaram menor concentração de hemoglobina. Além disso, utilizando o ponto de corte de 0.285 para razão monócito-linfócito identificamos a lesão carotídea significativa com sensibilidade de 90% e especificidade de 75%. Nosso estudo foi o primeiro a relatar a relação entre monócito-linfócito e a gravidade da aterosclerose carotídea, sendo desta forma, a razão monócito-linfócito um possível biomarcador inflamatório de risco cardiovascular neste cenário.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Angela Maria Blanke Sangiovo (Orientando)
    • Thiago Gomes Heck (Orientador)
  • Percepção e Satisfação dos Usuários do Sus: Um Estudo da Expectativa do Atendimento na Estratégia de Saúde da Família, na Perspectiva da Análise de Discurso Crítica

    Percepção e Satisfação dos Usuários do Sus: Um Estudo da Expectativa do Atendimento na Estratégia de Saúde da Família, na Perspectiva da Análise de Discurso Crítica

    Resumo:

    O estudo objetivou analisar as percepções e expectativas dos usuários dos serviços de saúde atendidos pela Estratégia de Saúde da Família (ESF), no município de Santa Rosa-RS, a partir da abordagem da Análise de Discurso Crítica. Para tanto, foi desenvolvido um estudo qualitativo, retrospectivo, prospectivo utilizando-se o método “estudo de caso”, com base na abordagem da Análise de Discurso Crítica, apresentada por Fairclough (2001). Inicialmente, analisou-se o Relatório Anual de Gestão do Fundo Municipal de Saúde de Santa Rosa (FUMSSAR), respectivo ao ano de 2018, para conhecer as demandas e serviços mais buscados pelos usuários. Essa análise corroborou para maior conhecimento acerca da estrutura e da gestão da saúde no local, que juntamente com as visitas e conversas com as equipes técnicas, contribuiu para o entendimento de que, apesar de serem oferecidas/disponibilizadas ações de promoção, prevenção e recuperação no município, os usuários ainda buscam os serviços apenas para o tratamento das doenças. Para o estudo com as equipes e usuários, foram sorteadas as UBS de três regiões distintas do município: uma do interior, uma central e uma da periferia e, posteriormente realizadas entrevistas, com 23 profissionais das Equipes Técnicas e 19 usuários dos três locais. Após a transcrição e análise das entrevistas realizadas, evidenciou-se na percepção dos profissionais, que ocorreram muitas mudanças na gestão da saúde, especialmente quanto ao acolhimento, programas de promoção, prevenção e recuperação, bem como a implantação das visitas domiciliares realizadas pelos agentes de saúde. Porém, esse grupo destacou, a necessidade da criação do vínculo com os usuários das comunidades em que estão inseridos, como forma de viabilizar o atendimento mais humanizado, atendendo assim, as demandas de maneira mais resolutiva. Relacionado à percepção dos usuários, os mesmos percebem como positiva a gestão de saúde atual, quando comparada à anterior, pois antigamente, relataram ter que passar as noites nas filas, sem a garantia de ter o atendimento buscado, o que não ocorre atualmente, pois sempre que buscam pelo serviço, mesmo que não sejam atendidos nas ESFs, conseguem realizar encaminhamentos para consultas, exames e medicações especializadas.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Leonardo Gaist (Orientando)
    • Paulo Ricardo Moreira (Orientador)
  • Perfil Clínico-Epidemiológico de Pacientes Com Acidente Vascular Encefálico em Um Serviço de Referência de Neurologia do Noroeste do Rio Grande do Sul

    Perfil Clínico-Epidemiológico de Pacientes Com Acidente Vascular Encefálico em Um Serviço de Referência de Neurologia do Noroeste do Rio Grande do Sul

    Resumo:

    No Brasil, as doenças cerebrovasculares estão em primeiro lugar entre as causas de morte, seguidas do infarto agudo do miocárdio. Objetivo: o objetivo do estudo foi analisar o perfil clínico-epidemiológico dos pacientes acometidos por AVE em um serviço de referência de neurologia do Noroeste do Rio Grande do Sul. Metodologia: Trata-se de um estudo epidemiológico caracterizado como uma pesquisa quantitativa retrospectiva, envolvendo 149 pacientes, sendo 78 do sexo masculino e 71 feminino. Os dados foram compilados e analisados por meio do software SPSS 20.0, mediante a análise de 26 variáveis, com divisão em dois grupos, separando-os em pacientes com AVE-H e AVE-I. Para a análise de correlação entre duas variáveis, aplicou-se a correlação de Spearman, mediante o uso do teste de Cramer-V. Resultados: Dos 149 casos, 71,8% tiveram AVE-I, os fatores de risco analisados foram Hipertensão Arterial Sistêmica (57,7%) e Diabetes Mellitus (24,2%). Em relação à origem do paciente, 40,9% veio de outros municípios da região e, dentre aqueles de origem local, 24,8% vieram por demanda espontânea. O tempo de sintomas 38,9% é desconhecido, e 28,2% acima de 16 horas. Entre o atendimento inicial e a porta-tomografia computadorizada (TC), o tempo foi de um a trinta minutos (57%), o tempo de permanência foi de um a cinco dias (40,9%), como principal desfecho obteve-se a alta médica por melhora (67,1%). Verificou-se associação da atuação conjunta do fonoaudiólogo e terapeuta ocupacional ao desfecho de alta por melhora dos pacientes, AVE-I, r=0,6304, e AVE-H, r=0,7435, respectivamente. Verificou-se correlação direta entre os pacientes de AVE- I que tiveram alta médica fazendo uso de antiagregante plaquetário, r=0,5791, coagulante oral r=0,5917, e estatina, r=0,5875, com aqueles pacientes que receberam tratamento fonoaudiólogo. Verificou-se, ainda, somente um caso de paciente, do sexo feminino e pertencente ao grupo do AVE-I, que realizou procedimento de trombólise. Considerações finais: Constatou-se, que 78 pacientes (53,35%) eram homens, e 40,9% dos casos de origem de outros municípios da região, com 38,9% do tempo inicial de sintomas desconhecido, apesar do tempo de sintomas ser de suma importância para o atendimento. Quanto ao tempo porta-tomografia encontrou-se neste estudo o menor tempo em relação à literatura. Pode-se compreender melhor os pacientes com AVE, histórica e clinicamente, bem como foi importante para colaborar com a instituição analisada, levantando dados estatísticos para que a mesma possa oferecer um melhor atendimento futuro aos pacientes.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Paulo Ricardo Moreira (Orientador)
    • Simone Daniela Melo de Almeida (Orientando)
  • Perfil do Padrão Celular de Pacientes Com Rinossinusite Crônica Com Polipose Nasal Submetidos a Cirurgia Endoscópica Nasossinusal no Sul do Brasil

    Perfil do Padrão Celular de Pacientes Com Rinossinusite Crônica Com Polipose Nasal Submetidos a Cirurgia Endoscópica Nasossinusal no Sul do Brasil

    Resumo:

    Considerando que o prognóstico e tratamento para o controle da Rinossinusite Crônica com Polipose Nasal (RSCcPN) dependem dos perfis inflamatórios dos seus subtipos (eosinofílico e não eosinofílico) os quais podem sofrer variações em diferentes países ou mesmo dentro de um mesmo país, objetiva-se descrever as características dos pacientes com RSCcPN e comparar os pacientes com perfil eosinofílico (eRSCcPN) com os pacientes com perfil não eosinofílico (neRSCcPN) nos períodos pré e pós-operatório de cirurgia endoscópica nasossinusal (CEN). Para tanto 29 pacientes com diagnóstico de RSCcPN, submetidos a CEN e completados pelo menos 6 meses de pós-operatório, foram recrutados para responderem ao questionário de qualidade de vida (SNOT 22), realizarem exame endoscópico nasal (segundo escore de LundKennedy) e coleta de amostra de sangue. Material de biópsia foi usado para estratificação dos grupos em eRSCcPN e neRSCcPN. Deste modo, observou-se 51,72% de pacientes com neRSCcPN e 48,27% com eRSCcPN. Os pacientes do grupo eRSCcPN apresentaram pior escore de qualidade de vida (SNOT 22 = 21,33 ± 13,45 vs. 32,07 ± 14,69, P = 0,049), maior concentração de IgE total pós-operatória (IgE total sérica = 142,65 ± 133,81 vs. 280,17 ±1 75,02, P = 0,027) e maior redução da eosinofilia pós-operatória (P = 0,045). Não houve diferença entre os grupos quanto ao escore endoscópico (LK = 5,76 ± 3,24 vs. 6,35 ± 2,87, P = 0,516). Não foi observado influência do uso do corticoide nasal quanto a redução da eosinofilia pós-operatória, escore do SNOT 22 e escore do LK (P < 0,05). Isto nos permite concluir que os pacientes são distribuídos igualmente entre os perfis inflamatórios eosinofílico e não eosinofílico e a cirurgia gerou benefícios sintomáticos e endoscópicos da doença, independente do perfil inflamatório dos pacientes.

    Participantes:
    • Gabriela Gomes Mânica (Orientando)
    • Thiago Gomes Heck (Orientador)
  • Relação entre a Sarcopenia e Marcadores para Ingestão de Alimentos Proteicos em Idosos

    Relação entre a Sarcopenia e Marcadores para Ingestão de Alimentos Proteicos em Idosos

    Resumo:

    Introdução: estamos vivenciando um processo de transição demográfica, com um aumento na expectativa de vida da população, trazendo consigo como principal característica um envelhecimento populacional. O envelhecimento em si já acarreta em diversas alterações funcionais fisiológicas, que acompanhadas de processos patológicos resulta em eventos adversos à saúde, como quedas, limitações, perda da independência funcional e até a morte. A sarcopenia atualmente é considerada uma doença caracterizada por insuficiência muscular onde ocorre um declínio da força e função muscular que se inicia a partir da terceira década de vida, se acentuando com o passar dos anos e com a presença de outras co-morbidades associadas e estilo de vida como dieta inadequada com baixa ingesta de proteínas, ocasionando assim um desequilíbrio entre a síntese e a degradação das proteínas. Objetivo: verificar a relação entre a sarcopenia e marcadores para ingestão de alimentos proteicos em idosos. Métodos: trata-se de um estudo observacional, transversal, analítico e probabilístico, realizado com idosos de 60 anos ou mais residentes na área urbana do município de Santo Augusto/Rio Grande do Sul/Brasil, adscritos à uma das estratégias de saúde da família. Participaram do estudo 193 idosos. As variáveis de interesse foram exploradas por entrevista estruturada, aplicação de protocolo e exame físico, foram coletados dados referentes as condições sociodemográficos, presença de co-morbidades e doenças, e uso de medicamento contínuo. O estado nutricional foi avaliado pela aplicação da Miniavaliação Nutricional, onde se considerou com baixo consumo de proteínas indivíduos com pontuação 0.0 no escore K do questionário. O exame físico avaliou: a força de preensão manual, por dinamometria manual; estimativa da massa muscular esquelética por impedância bioelétrica; e o desempenho físico, pela velocidade de marcha. Ainda obteve-se medidas antropométricas como estatura, massa corporal e perímetro da panturrilha. A classificação de sarcopenia foi feita segundo critérios do Consenso Europeu de Sarcopenia (2019). Resultados: dos 193 indivíduos avaliados 66,3% eram do sexo feminino, 86% tinham idade entre 60 e 79 anos, a média de idade foi de 71,7±7,2. A prevalência de sarcopenia foi de 42,5%, incluídos os prováveis sarcopênicos, sarcopênicos e sarcopênicos severos. Observou-se que idosos na faixa etária =80 anos apresentaram maior prevalência de sarcopenia (p<0,001), assim como percebeu-se maior prevalência de sarcopenia entre os indivíduos do sexo masculino (p<0,001), quanto ao consumo de proteínas as mulheres apresentaram uma menor prevalência no consumo de carne (p=0,024) e os idosos com 80 anos ou mais maior prevalência no consumo de leite (p=0,008). Não foi observada associação entre consumo de proteínas e sarcopenia. Conclusão: não houve relação entre sarcopenia e o baixo consumo de proteínas, porém pode-se observar que a sarcopenia está diretamente relacionada ao aumento da idade e foi mais prevalente no sexo masculino.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Cláudia Daiane Eickhoff Rehfeld (Orientando)
    • Ligia Beatriz Bento Franz (Orientador)
  • Relação entre Marcadores de Consumo de Proteínas e Sarcopenia em Idoso Vivendo em Domicílio

    Relação entre Marcadores de Consumo de Proteínas e Sarcopenia em Idoso Vivendo em Domicílio

    Resumo:

    Introdução: a sarcopenia é um distúrbio muscular caracterizado pela perda progressiva e generalizada de massa muscular esquelética, força e função. Dentre estes a baixa força, destaca-se como principal parâmetro para diagnóstico da sarcopenia. Com o aumento da expectativa de vida, a sarcopenia tem se mostrado uma grande preocupação no contexto da saúde pública. Objetivo: associar a frequência de marcadores de consumo de proteínas e a presença de sarcopenia em idosos domiciliados. Metodologia: estudo epidemiológico, transversal, observacional, analítico. Participaram deste estudo idosos cadastrados em Estratégias de Saúde da Família de um município do noroeste do estado do Rio Grande do Sul. Os indivíduos participantes do estudo foram avaliados através de visita domiciliar quanto à presença ou ausência de sarcopenia (sendo considerado neste estudo a presença de sarcopenia em idosos que apresentaram présarcopenia, sarcopenia e sarcopenia grave), bem como a classificação do grau de severidade no caso de detecção de sarcopenia. Também foi aplicado o instrumento de avaliação de risco nutricional para a população idosa, a Miniavaliação Nutricional, onde foi considerada a parte do instrumento que se refere ao consumo de alimentos ricos em proteínas. Resultados: a população do estudo foi composta por 214 idosos, sendo 65,9% (n=141) do sexo feminino. Houve prevalência de 26,7% de sarcopenia nos idosos estudados. Foi encontrada associação entre sarcopenia e a faixa etária (p=0,000), a prevalência de sarcopenia foi maior na faixa etária de 80 anos ou mais. Foi contatado consumo insuficiente de proteínas em 70,6% dos idosos. O consumo insuficiente de proteínas esteve associado à presença de sarcopenia (p=0,035). Conclusão: esse estudo mostra que consumo insuficiente de proteínas, avaliado pela frequência de marcadores de consumo proteínas contida na Miniavaliação Nutricional, foi associado à presença de sarcopenia em idosos domiciliados.

    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Ligia Beatriz Bento Franz (Orientador)
    • Marília Kaefer (Orientando)
  • Resiliência de Pacientes Com Artrite Reumatoide e Relação Com Dor, Capacidade Funcional e Atividade da Doença

    Resiliência de Pacientes Com Artrite Reumatoide e Relação Com Dor, Capacidade Funcional e Atividade da Doença

    Resumo:

    Introdução: artrite reumatoide é uma doença autoimune, inflamatória, de natureza crônica e incapacitante, que pode resultar em limitações físicas, provocadas pela dor ou destruição articular. Conviver com artrite reumatoide repercute no âmbito físico e emocional da vida dos pacientes, o que requer o uso de estratégias de enfrentamento. Nesse contexto, identificar e ampliar a capacidade de resiliência para enfrentar de maneira positiva essa doença torna-se tão importante quanto a terapia medicamentosa para o êxito no tratamento. Objetivo: avaliar resiliência de pacientes com artrite reumatoide e sua relação com dor, capacidade funcional e atividade da doença. Metodologia: trata-se de um estudo transversal, no qual a população foi composta de todos os indivíduos com diagnóstico de artrite reumatoide, conforme critérios ACR/EULAR 2010, com idade mínima de 18 anos, assistidos por médico reumatologista em uma Clínica de Especialidades Médicas, no município de Ijuí, estado do Rio Grande do Sul. A coleta de dados ocorreu entre abril a outubro de 2019. Os participantes assinaram o Termo de Consentimento Livre e Esclarecido. Foram excluídos da pesquisa pacientes com diagnóstico de fibromialgia ou outras doenças inflamatórias do tecido conjuntivo, diferentes da artrite reumatoide; e pacientes com dificuldades cognitivas, que interfiram na compreensão das questões. Os dados foram coletados com o uso dos seguintes instrumentos: Questionário sociodemográfico e clínico-laboratorial; Questionário de Avaliação da Saúde (HAQ); Escala de Resiliência de Wagnild e Young; Escala Visual Analógica de Dor (EVA) e Escore de Atividade da Doença (DAS28). As variáveis que integram os instrumentos de coleta de dados foram analisadas com estatística descritiva e inferencial, com o auxílio do programa Statistical Package for Social Science, versão 17.0. A pesquisa foi aprovada pelo Comitê de Ética em Pesquisa (CEP) da UNIJUI (Parecer nº 3.298.736, CAAE nº 086011.19.6.0000.5350). Resultados: participaram da pesquisa 120 pacientes, 89,2% do sexo feminino, com média de idade de 56,9 anos. A resiliência de 49,2% dos pacientes foi elevada. Constatou-se associação entre maior resiliência com as seguintes variáveis sociodemográficas: estar sem companheiro (p=0,037), ter escolaridade de ensino médio completo ou mais (p=0,021), renda superior a um salário mínimo (p=0,010), não fumar (p=0,047) e acesso a saúde por meio de outros convênios (p=0,021). Quanto a profissão, observou-se nos serviços domésticos/limpeza o maior percentual de menos resilientes (31,7%). Com relação às variáveis clínicas, verificou-se associação entre menor resiliência e presença de articulações dolorosas (p=0,004) e maior intensidade de dor pelo EVA. Foi encontrado menor média de resiliência (130,95) entre aqueles classificados como incapacidade severa pelo HAQ com significância estatística. Não verificou-se associação entre atividade da doença pelo DAS28 com resiliência. Conclusão: pacientes com artrite reumatoide menos resilientes apresentaram maior incapacidade funcional, articulações dolorosas e maior intensidade de dor. Os resultados dessa pesquisa podem ser utilizados por profissionais que cuidam, no intuito de aperfeiçoar a abordagem a esses pacientes, ampliar o conhecimento sobre resiliência e doença crônica, e direcionar a implementação de ações e intervenções educativas e comportamentais para melhor enfrentamento da doença, com menor sofrimento.

    Participantes:
    • Eniva Miladi Fernandes Stumm (Orientador)
    • Raida Ahmad Musa Mheisen Husein (Orientando)
  • Respostas Psicossociais e de Qualidade de Vida de Indivíduos Depressivos Submetidos a Um Programa de Práticas Corporais

    Respostas Psicossociais e de Qualidade de Vida de Indivíduos Depressivos Submetidos a Um Programa de Práticas Corporais

    Resumo:

    O presente estudo teve como objetivo analisar a influência de um programa de práticas corporais no tratamento da depressão de pacientes do Sistema Único de Saúde. A pesquisa foi realizada pessoas de 18 a 59 anos de idade, de ambos os sexos, diagnosticadas e que faziam tratamento psicológico e medicamentoso para a depressão. O programa de práticas corporais consistiu em encontros semanais de 50 minutos cada durante três meses. Nesses encontros foram feitas atividades práticas corporais, englobando as danças, as lutas, os jogos, as brincadeiras e expressões corporais. Os instrumentos de pesquisa foram uma ficha sociodemográfica, de saúde e comportamental, o questionário adaptado de Beck para identificar sintomas depressivos, o questionário WHOQOL Bref para verificar qualidade de vida e um questionário para identificar a autopercepção de saúde e os benefícios percebidos após a participação no programa de práticas corporais. A análise dos dados foi feita por estatística descritiva (frequência, média e desvio padrão) e inferencial, sendo o teste T pareado ou equivalente não paramétrico para variáveis quantitativas e Exato de Fisher para variáveis qualitativas. Além disso, foi realizada análise de conteúdo para as informações qualitativas da percepção de saúde, qualidade de vida, relacionamentos sociais e referente a participação no programa. Após a realização do estudo, constatou-se que a maioria das mulheres percebeu sua saúde como regular, sua qualidade de vida como boa e que possuía um bom relacionamento social. Evidenciou-se também que após o programa de práticas corporais as mulheres com depressão obtiveram melhora no domínio psicológico da qualidade de vida e que quanto maior o nível de depressão, menor é a qualidade de vida destas mulheres. Além disso, as mulheres pesquisadas relataram que participar do programa contribuiu na diminuição de dores corporais, descontração, para entender melhor a doença, na melhora do humor e alegria, para tratar a depressão, para socialização, para ser mais ativo fisicamente, para melhoria da saúde, no aumento da disposição e para melhora da agilidade. Conclui-se que práticas corporais como tratamento adjuvante da depressão podem influenciar na qualidade de vida e na saúde geral de mulheres.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Renan Felipe Rasia (Orientando)
    • Rodrigo de Rosso Krug (Orientador)
  • Risco de Queda em Idosos Residentes em Habitações de Interesse Social

    Risco de Queda em Idosos Residentes em Habitações de Interesse Social

    Resumo:

    O estudo teve como objetivo avaliar o risco de queda de idosos em domicílio de habitações de interesse social, considerando fatores ambientais, de infraestrutura aspectos sociodemográficos, socioeconômicos, e de saúde. Nesse sentido, realizouse um estudo observacional, transversal e descritivo. Os dados desse estudo foram coletados por meio de entrevista estruturada, realizada no período de novembro de 2018 à março de 2019, contemplando dados que resultaram nos fatores de queda no domicílio, utilizando também o instrumento check-list, Fatores de Risco de Queda no Domicílio. A pesquisa ocorreu nas residências unifamiliares e multifamiliares do Bairro Thomé de Souza e Pindorama do município de Ijuí/RS com todos os idosos residentes nesse local. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva com distribuição absoluta e relativa (n - %), média e desvio padrão com distribuição de dados das variáveis contínuas pelo teste de Shappiro Wilk. As análises que envolveram a comparação da média entre dois grupos independentes foi aplicado o teste de t-Student. Entre os participantes do estudo, a maior frequência de quedas se deu no sexo feminino, com média de idade de 71,4 anos. A ocorrência de queda esteve associada a presença de Hipertensão, 88,9% (n=8), Infarto (22,2%, n=2); Angina (55,6%, n=5) e Consulta ao Oftalmologista nos últimos 12 meses (CONSOFT) (Sim: 44,4%, n=4). Ainda, destacaram-se como acometendo quase metade da população de estudo os sintomas esquecimentos de acontecimentos recentes, depressão e zumbido no ouvido, porém não estiveram relacionadas significativamente às quedas. Observou-se dados elevados de queda para os domicílios com piso antiderrapante, onde dos 12 casos que relataram ter este tipo de piso 41,7% (n=5) tiveram queda. Quanto à Escadas/Rampas nas características referentes ao corrimão, observou-se que, os três únicos casos que relataram a presença desta característica, sofreram queda. Relacionado ao espaço interior, a cozinha, banheiro e corredor foram aqueles com maior ocorrência de queda. A ocorrência de quedas entre os idosos do estudo, estiveram mais relacionadas com os aspectos funcionais da idade, do que as condições físicas dos ambientes em que estão inseridos.

    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Ligia Beatriz Bento Franz (Orientador)
    • Rosane Conceição Gonçalves Mastella (Orientando)
  • Transição do Cuidado na Perspectiva do Paciênte Oncológico e Equipe de Saúde: Estudo Com Métodos Mistos

    Transição do Cuidado na Perspectiva do Paciênte Oncológico e Equipe de Saúde: Estudo Com Métodos Mistos

    Resumo:

    Introdução: Pacientes oncológicos apresentam demandas de cuidado contínuo e, portanto, há necessidade de integração e organização do cuidado em toda a rede assistencial de saúde. Objetivo geral: Analisar a transição do cuidado do hospital para a comunidade e identificar estratégias de fortalecimento da mesma, na perspectiva de pacientes oncológicos, familiares/cuidadores e equipe multiprofissional de saúde. Objetivos Específicos: Identificar características clínicas e sociodemográficas de pacientes oncológicos que tiveram alta hospitalar; avaliar a qualidade da transição do cuidado; identificar e descrever os processos de mudança ou de reformulação identificados pelos participantes do estudo para melhorar a transição do cuidado; e criar, coletivamente, com os profissionais, ações para melhorar a transição do cuidado no local do estudo. Método: Trata-se de uma pesquisa de métodos mistos, com abordagem sequencial explanatória. Participaram do estudo pacientes oncológicos internados em unidades de clínicas e cirúrgicas de um hospital no Sul do Brasil. A coleta de dados se deu em duas fases. A primeira, de abordagem quantitativa, compreendeu a aplicação do Care Transitions Measure, no período de junho a setembro de 2019, totalizando 213 participantes. A segunda fase, qualitativa, foi desenvolvida por meio de grupo focal com a equipe multiprofissional da instituição, no período de maio de 2020. Utilizaram-se os princípios do diálogo deliberativo como estratégia de translação do conhecimento. A análise estatística foi realizada pelo programa Statistical Package for Social Sciences versão 25.0, considerando nível de significância de 5%. Aplicou-se estatística descritiva. A análise qualitativa foi realizada por meio da análise de conteúdo, pré-análise, exploração do material, tratamento, inferência e interpretação dos resultados obtidos. A pesquisa tramitou na Plataforma Brasil por meio da CAAE: 08628919.7.0000.5350. Resultados: O escore geral do CTM-15 foi 74,1. Os fatores Entendimento sobre medicações (83,3) e Preparação para autogerenciamento (77,7) foram considerados satisfatórios. Os fatores Preferências asseguradas (69,4) e Plano de cuidado (66,1) obtiveram menores médias. As estratégias para melhorar a transição do cuidado elencadas como prioritárias foram: melhorar o planejamento e preparo antecipado do paciente para a alta hospitalar; implementar protocolos assistenciais voltados ao paciente oncológico; incluir o farmacêutico clínico nas unidades de internação; melhorar a comunicação entre os profissionais de saúde do hospital e os profissionais dos serviços de saúde da atenção primária e identificar um familiar/cuidador de referência. Conclusão: A transição do cuidado na instituição local do estudo foi avaliada de maneira satisfatória. Entretanto, o escore do fator Plano de Cuidado não obteve pontuação satisfatória, indicando fragilidade nesse aspecto da transição do cuidado. Da análise integrada dos resultados emergiram possíveis explicações para os baixos escores, tais como: falhas no processo educativo voltado para a alta hospitalar; inexistência de protocolos assistenciais para o paciente com neoplasia do trato digestivo; falta de um cuidador de referência e ausência de contrarreferência para a Atenção Primária de Saúde ou município de origem do paciente.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Adriane Cristina Bernat Kolankiewicz (Orientador)
    • Caroline Donini Rodrigues (Orientando)
  • Uso da Pressão Positiva Expiratória na Cirurgia Cardíaca

    Uso da Pressão Positiva Expiratória na Cirurgia Cardíaca

    Resumo:

    Introdução: As complicações pulmonares são frequentes após cirurgias cardíacas com circulação extracorpórea e representam importante causa de aumento de morbimortalidade no pós-operatório, associadas a maior tempo de internação hospitalar e complicações pulmonares após a cirurgia. Tendo em vista o quadro de disfunção pulmonar nesse período, torna-se fundamental o estudo da Pressão Positiva Expiratória Final (PEEP) nessa fase para comprovar a sua utilização de forma segura e assim desfrutar seu potencial terapêutico, servindo como base científica para a elaboração de um protocolo hospitalar afim de melhorar a assistência em pacientes pós cirurgia cardíaca. Objetivo: Analisar o impacto do uso da PEEP de 20 cmH20 por 60 segundos durante a cirurgia cardíaca eletiva. Métodos: Ensaio clínico randomizado controlado, paralelo, com dois braços na proporção de alocação de 1:1, realizado no Bloco cirúrgico e na Unidade de Terapia Cardiovascular Adulta de um hospital porte IV no interior do estado do Rio Grande do Sul/RS/Brasil no período de setembro 2019 a março de 2020 com 52 pacientes que realizaram cirurgia cardíaca de revascularização miocárdica, trocas valvares e cirurgia combinadas eletiva com uso de circulação extracorpórea. Grupo experimental (GE) recebeu pressão positiva expiratória final (PEEP) de 20 cmH2O por 60 segundos durante a cirurgia cardíaca associado a fisioterapia convencional e o grupo controle (GC) recebeu fisioterapia convencional. Resultados: Menor incidência de atelectasias no pós-operatório imediato e menor tempo de uso de VMNI nos pacientes do GE em comparação ao GC. Não houve diferença entre os grupos no tempo de ventilação mecânica invasiva, tempo de internação na UTI, tempo de hospitalização, índice de oxigenação e variáveis hemodinâmicas. Conclusão: A aplicação de PEEP de 20 cmH2O por 60 segundos na cirurgia cardíaca resultou em uma incidência menor de atelectasias no POI, além de um menor tempo de uso de VMNI. Embora essa manobra não tenha influenciado as trocas gasosas pulmonares, seu uso parece ter um efeito benéfico, sendo uma terapia segura e que não apresenta eventos adversos associados.
    *Dissertação não disponibilizada. Aguardando publicação dos artigos em periódicos, por solicitação dos autores.

    Participantes:
    • Ana Amalia Mafalda Fiorin (Orientando)
    • Eliane Roseli Winkelmann (Orientador)